sexta-feira, 30 de maio de 2008

Saers - mais uma falácia

Em tese, a medida da Secretaria Estadual de Educação (SEC) de usar o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Saers) pode parecer boa. Mas só em tese! Esta é mais uma ação da SEC desprovida de qualquer compromisso com a realidade da educação pública do Estado. Seja pelos discutíveis resultados deste sistema – inventado pela atual gestora da educação no Estado – ou, ainda, pela sua incapacidade de relacionamento.

A forma como a secretária Mariza Abreu trata o tema educação ou a forma como se dirige aos educadores públicos do Rio Grande do Sul, não é adequada. Ela não ganha a simpatia da categoria, ao contrário, gera uma crescente revolta entre os educadores que, além dos indignos salários, são vítimas de ironia, provocação e menosprezo. Isso sem falar na elevada carga de trabalho que todos os educadores do Estado passaram a ser submetidos neste governo.

A “pirotecnia” da secretária Mariza Abreu em dizer que a qualidade do ensino no Rio Grande do Sul será melhorada, exatamente, a partir da utilização dos indicadores subtraídos do Saers, é mais uma falácia. Sem educadores motivados, elevados na sua auto-estima e, suficientemente, mobilizados, não haverá educação pública de qualidade entre nós. O processo tem início com o respeito na hora de tratar com os professores e no reconhecimento de uma classe fundamental para o crescimento e para o futuro do país.

Todo o método científico, capaz de nortear ações que tragam bons resultados a nossa educação, deve ser reconhecido e adotado, desde que seja, realmente, científico e confiável. Este não é o caso do Saers! Ainda mais porque ele não conta com o entusiasmo e a mobilização de uma das partes do processo ensino-apredizagem – os professores – que se encontram, com toda a razão, desestimulados e profundamente insatisfeitos.

Luiz Afonso Medeiros
Coordenador do Movimento Educação Já - RS

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Verba para a educação

Em muito boa hora, a secretária de Educação do Rio Grande do Sul informa existir recursos em abundância para a formação de professores. É fundamental para a melhoria da escola pública, que se cuide muito da qualificação de nossos educadores.

Por outro lado, é imprescindível buscar formas de motivar e elevar a auto-estima dos nossos professores. Para isso, deve-se, também, melhorar as condições de trabalho e a remuneração da categoria. Não dá para dissociar a qualificação de outras necessidades igualmente urgentes.

Que bom que se esteja destinando recursos com o objetivo de proporcionar melhorias na educação, pois, sem isso, nosso Estado não progredirá.

Luiz Afonso Medeiros
Coordenador do Movimento Educação Já - RS

terça-feira, 27 de maio de 2008

MEDEIROS divulga o Movimento e recebe apoio de entrevistados durante programa de TV

O professor LUIZ AFONSO MEDEIROS participou na noite de segunda-feira (26/05) do Programa Bibo Nunes Show, na Ulbra TV. Além de divulgar o Movimento Educacionista, o entrevistado chamou a atenção para a falta de interlocução entre o governo e a direção do Cpers/Sindicato nas questões da educação. “O sindicato vem demonstrando uma postura inadequada na hora de reivindicar as necessidades da classe. Essa atitude prejudica tanto o educador, insatisfeito e mal remunerado, como os alunos e a sociedade, que não encontram na educação pública a qualidade desejada. É urgente elevar o nível do debate e resgatar a auto-estima dos nossos educadores”, ressaltou MEDEIROS.

Durante o programa, a causa do Movimento Educação Já recebeu o apoio dos convidados e do apresentador, que se disse perplexo por a educação ter que ser tão divulgada para receber a devida atenção do poder público. Uma pesquisa sobre “A Voz do Empresário Gaúcho” apresentada pelo diretor da Qualidata, Paulo Rogério Rodrigues, trouxe um dado que causou controvérsia: entre todas as categorias profissionais, os professores foram citados como os mais confiáveis.

MEDEIROS colocou que apesar do reconhecimento generoso por parte da sociedade, esse prestígio não se confirma na prática. “A forma desrespeitosa como somos tratados pela nossa secretária estadual de educação contribuem para o desalento dos nossos educadores e, por outro lado, estimula uma postura radical e desqualificada da diretoria do Cpers. Precisamos elevar o debate e dar ao professor a representatividade que ele merece”, observou.

O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, que estava divulgando a Conferência Brasileira Contra a Violência, organizada pela entidade, também, manifestou-se favorável ao movimento. “A superação da violência, da criminalidade, da corrupção e de tantos outros problemas que assolam a sociedade passa, fundamentalmente, pela educação. Por isso, a necessidade da população participar, mais ativamente, na construção desse processo”, comentou o advogado.
Estiveram, também, presentes ao programa o deputado Estadual do PC do B, Raul Carrion, o diretor técnico do Senai RS, Clóvis Reichert, e da cantora, Karine Cunha.

Assista a entrevista

Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Educadores gaúchos se mobilizam por mudanças

Uma nova alternativa surge no cenário educacional do Estado. Liderado pelo professor Luiz Afonso Medeiros, coordenador do Movimento Educação Já – RS, o grupo vem contestando o atual cenário que se forma para o pleito do Cpers/Sindicato, marcado para 25 de junho deste ano.

Segundo Medeiros, a categoria necessita de mais seriedade na apresentação e reivindicação de suas necessidades. "Não podemos continuar com a mesma lógica política, que privilegia a politicagem e se esquece do professor", desabafa.

A frente do Movimento Educacionista, liderado pelo senador Cristovam Buarque, Medeiros vem conquistando a adesão de inúmeros professores de todo o Estado, além do apoio de representantes de diversos setores de nossa sociedade.

É com esse espírito de união e diálogo aberto que o grupo pretende lutar pela valorização do educador, melhores condições de trabalho para os professores e uma educação de qualidade para nossas crianças. Entre os anseios da categoria está a busca por uma voz que seja ouvida e respeitada pelo poder público na hora das reivindicações e do debate.

Com o intuito de buscar um canal de comunicação direto com toda a categoria, foi lançado no início de maio, o Blog do Movimento Educação Já – RS (http://www.educacaoja-rs.blogspot.com/). Nele o professor terá espaço para expor sua opinião sobre temas atuais, além de servir como uma ferramenta de interatividade para a classe.

Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

terça-feira, 20 de maio de 2008

Brasil ocupa a 76ª posição em ranking da educação básica da Unesco

O Brasil caiu quatro posições no ranking de educação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). De acordo com relatório "Educação para Todos em 2015: Alcançaremos a meta?", divulgado em Santiago, no Chile, o país estava na 72ª posição, com índice de 0,905, na edição anterior, e passou para a 76ª posição, com taxa de 0,901.

O programa Educação Para Todos (EPT) avaliou 129 países, dividindo-os em três grupos, conforme o Índice de Desenvolvimento (IDE), que varia de 0 a 1. Quanto maior o índice obtido, mais próximo o país avaliado está de conseguir os compromissos para a educação até 2015, assinados em Dacar, no Senegal, em 2000. As metas são expandir e melhorar a educação infantil; fazer com que todas as crianças tenham acesso ao ensino público até 2015; zelar pelo acesso igualitário dos jovens e adultos a programas de aprendizagem; aumentar os níveis de alfabetização de adultos em 50%; diminuir as desigualdades educacionais entre os sexos; e melhorar a qualidade da educação.

O Brasil aparece no grupo intermediário, que tem 53 países. À frente do Brasil estão, por exemplo, a Bolívia, o Paraguai e o Equador. No relatório, o país é destacado pelas políticas que atingiram as camadas mais pobres, como o Bolsa Família.

Por enquanto, apenas 51 dos 129 países nos quais foi possível avaliar o IDE “alcançaram ou estão a ponto de obter” seus quatro objetivos mais tangíveis, segundo especialistas que elaboraram o documento. A Noruega tem índice 0,995 e lidera a lista desses países, seguida do Reino Unido e da Eslovênia.

De acordo com o relatório, “pelo menos” 25 nações estão muito longe de alcançar os objetivos globais da EPT. Delas, 16 estão na África Subsaariana, quatro são estados árabes, quatro estão no Sul e Oeste da Ásia e um está no Leste da Ásia. O Chade é o último país do ranking.


Brasil

O documento destaca, no entanto, que são grandes as desigualdades entre pobres e ricos no acesso à educação infantil no Brasil. Os dados revelam que, em 2005, das crianças de até 3 anos de idade entre os 20% mais pobres, somente 8,6% estavam em creches. Já entre os 20% mais ricos, esse percentual era de 27,6%. Na faixa etária de 4 a 5 cinco anos, os percentuais eram de 52,2% e 85,7% respectivamente.

No indicador que trata do cuidado com a primeira infância, o relatório aponta que a taxa de mortalidade infantil vem registrando quedas significativas no Brasil, mas que a média nacional, em 2005, era de 22,6 por mil nascidos vivos.

Na área da educação pré-escolar, o relatório diz que, em 2005, o atendimento a crianças de até 3 anos era o que ainda se apresentava mais incipiente no Brasil, com o acesso de apenas 13% dessa parcela da população ao ensino. O estudo mostra um pequeno aumento da taxa em relação à de 1999, que era de 9,2%.

Entre as crianças brasileiras de 4 a 6 anos, o documento também revela que houve crescimento no acesso ao ensino na comparação com 1999, quando a taxa de freqüência era de 60,2%, passando para 72,7% em 2005.


Pontos positivos

O relatório mostra que o número de matrículas nas escolas primárias aumentou 36% na África Subsaariana e 22% no Sul e Oeste da Ásia entre 1999 e 2005. Governos de 14 países aboliram taxas nas escolas, medida que favoreceu o acesso. Pelo mundo, o número total de crianças fora da escola caiu de 96 milhões, em 1999, para 72 milhões em 2005.

Entre 1999 e 2005, 17 países conseguiram atingir a igualdade de gêneros na educação fundamental. Com isso, 63% dos países conseguiram incluir o mesmo número de meninos e meninas até a educação fundamental, e 37% até o ensino médio.


Pontos negativos

O analfabetismo, segundo o relatório, continua recebendo pouca atenção e permanece como um problema no mundo, com um adulto em cada cinco marginalizados da sociedade. O problema é pior entre as mulheres: uma em cada quatro é analfabeta. O Brasil é responsável por 40% dos adultos analfabetos da América Latina.

Além disso, até 2015 serão necessários mais 18 milhões de professores para o ensino fundamental no mundo. Para que as metas da educação se concretizem nos países com populações de baixa renda, a Unesco estima que sejam necessários, anualmente, cerca de US$ 11 bilhões em financiamento externo para a educação básica.

Em 2005, a ajuda por meio desses instrumentos não ultrapassou a marca de US$ 2,3 bilhões. França, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Reino Unido são os cinco maiores doadores para a educação. Os três primeiros priorizam, de acordo com a organização, o ensino universitário.


O relatório

O Instituto da Unesco para Estatística é quem tem o papel principal de fornecer os dados para o relatório sobre estudantes, professores, desempenho escolar, alfabetização de adultos e custos da educação.

O instituto fica em Montreal e coleta dados de mais de 180 governos e existem limitações na cobertura dos dados. Para acelerar a coleta, o instituto trabalha junto dos governos, tentando fortalecer seus sistemas de informações e sua capacidade de análise.

Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Movimento Educação Já recebe o apoio de artistas

O Movimento Educacionista do Rio de Janeiro conquistou a adesão dos atores Camila Morgado, Eri Johnson, Christiane Torloni e Reinaldo Gianechinni para atuar na propagação e defesa dos ideais do projeto. Gianechinni será o embaixador do programa na grande mídia.

Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Santa Maria sedia Fórum Mundial de Educação

De 28 a 31 de maio acontece em Santa Maria (RS) o Fórum Mundial de Educação (FME). Este ano estará em debate a educação no mundo e o intercâmbio de experiências exitosas em diversos continentes. O evento, também, tem por objetivo mobilizar toda a rede de educação pública e privada dos ensinos Fundamental, Médio e Superior para a discussão de novas propostas que entenda a educação como um instrumento de modificações.

Como eixos temáticos serão desenvolvidos: Educação e Economia Solidária; Educação e Ética Planetária; e Educação, Inclusão e Cultura Emancipatória. O Fórum contará com a participação de conferencistas de diversos países, entre eles, Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos e Itália. O FME surgiu em 2001, em Porto Alegre (RS), como um dos movimentos do Fórum Social Mundial (FSM).

Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O que é o Movimento Educação Já

Acreditar numa escola igual para todos, de norte a sul do Brasil. Esta é a base do Movimento Educação Já. Colocar o tema como prioridade nacional, não somente do poder público, mas também da sociedade. A bandeira erguida pelo senador Cristovam Buarque, já encontrou seguidores em mais de 50 cidades do país, onde estão sendo organizados grupos educacionistas.

No Rio Grande do Sul, o professor LUIZ AFONSO MEDEIROS coordena o movimento que conta com adesão de educadores de inúmeras cidades do nosso Estado, que acreditam na educação como vetor da construção da civilização. A federalização da educação básica será o primeiro passo na construção deste processo, com metas e responsabilidades determinadas para orientar a gestão dos municípios. A partir daí, terá início uma revolução para superar as desigualdades e promover a democratização de oportunidades.

No entanto, a participação e o engajamento da sociedade neste debate são de fundamental importância para colocar a educação acima das questões políticas e partidárias e transformá-la num mecanismo de desenvolvimento econômico sustentável para o país.

Pilares do Movimento Educação Já

- um piso nacional de salários e formação acadêmica para professores;
- um modelo nacional de qualidade de equipamentos e instalações escolares;
- um padrão nacional de conteúdos pedagógicos de todas as disciplinas.
Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Educacionistas realizam debate virtual

O professor LUIZ AFONSO MEDEIROS, coordenador do Movimento Educação Já – RS, participou no dia 07 de maio de um bate-papo pela internet com educacionistas de todo o país. O chat aconteceu através do portal nacional do movimento (www.educacao-ja.org.br) e contou com a participação do senador Cristovam Buarque, além de integrantes do projeto e de pessoas interessadas em aderir à causa. Por mais de uma hora foram debatidas ações para serem desenvolvidas de forma conjunta em todo território nacional. Em foco estavam as tratativas para a passeata do Movimento, já agendada para agosto deste ano.
Publicado por: Tatiane Franco - Jornalista

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Movimento Educação Já - RS trabalha na interiorização do programa

O coordenador do Movimento Educação Já, no Rio Grande do Sul, LUIZ AFONSO MEDEIROS, inicia esta semana visita as regiões do estado onde já estão instaurados núcleos do projeto. A iniciativa tem como fundamento a federalização da educação, garantindo, assim, o nivelamento pedagógico de norte a sul do país, respeitando as peculiaridades de cada localidade. De acordo com MEDEIROS, é preciso, também, que a sociedade esteja engajada neste processo, juntamente com os educadores, transformando a educação em prioridade absoluta da nação.
O Educação Já preconiza o ensino como única forma possível para reduzir discrepâncias e democratizar oportunidades, além de atuar como eficaz instrumento de combate à criminalidade, à violência e à miséria. É com esse espírito que a executiva do programa visita as cidades gaúchas que já estão engajadas ao Movimento Educação Já. São elas: Bento Gonçalves, Cruz Alta, Estrela, Guaíba, Guaporé, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz, Santa Maria, Santa Rosa, Rio Grande, Três de Maio e Três Passos.

(Fonte: Site Felipe Vieira)